Chove
muito na tristeza de um dia quente
que se move lento, imerso em raios e trovões
de um céu enfurecido...
Entre
a chuva e o chão, o tempo passeia
à margem de mim, alheio à dor
dos meus olhos molhados, vazios de ti.
Na
importância do tempo, busquei-te na vida
e, nos labirintos dos amanhãs, andei perdida
por dias e noites, chuva e sol, flores e espinhos.
Persegui
a toda pressa
o que sempre me minguava
e, a cada passo, mais longe se apresentava
tua figura difusa em névoa de desesperança...
Tudo
dói num estalo de saudade,
quando o tempo abre o frasco das lembranças
empoeiradas nos vãos da memória.
E
és tu que vejo a me sorrir ao longe,
distanciado no espaço do mundo,
mas tão perto de mim como esta chuva densa,
que te sinto pulsar por entre os pingos
molhando o chão...
©
Gracinda Ferreira
que se move lento, imerso em raios e trovões
de um céu enfurecido...
à margem de mim, alheio à dor
dos meus olhos molhados, vazios de ti.
e, nos labirintos dos amanhãs, andei perdida
por dias e noites, chuva e sol, flores e espinhos.
o que sempre me minguava
e, a cada passo, mais longe se apresentava
tua figura difusa em névoa de desesperança...
quando o tempo abre o frasco das lembranças
empoeiradas nos vãos da memória.
distanciado no espaço do mundo,
mas tão perto de mim como esta chuva densa,
que te sinto pulsar por entre os pingos
molhando o chão...

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