Escreve
no meu corpo um poema,
um daqueles que revele a tua alma
com tua caligrafia em bico de pena,
desenhando letras, explorando espaços
na carne quente de minha feminina concretude...
Escreve esse poema na minha pele,
de pontos e vírgulas faz meus poros
e que o meu suor seja a tinta pálida
com que desenhas cada palavra
ao suave toque dos teus dedos em mim....
Escreve esse poema no cerne das minhas formas,
na extensão dos meus arrepios,
cobrindo-me a derme com expressões tuas,
desejosas do meu discurso amoroso,
discípulo do teu texto em mim esculpido....
Explora esse poema, em toda a extensão da minha substância,
escrito pela tua mão, navegante da tua fantasia,
onde se leem amor, paixão e desejo
no vernáculo secreto dos teus enigmas
grafados a fogo na matéria viva do meu corpo...
© Gracinda Ferreira
um daqueles que revele a tua alma
com tua caligrafia em bico de pena,
desenhando letras, explorando espaços
na carne quente de minha feminina concretude...
Escreve esse poema na minha pele,
de pontos e vírgulas faz meus poros
e que o meu suor seja a tinta pálida
com que desenhas cada palavra
ao suave toque dos teus dedos em mim....
Escreve esse poema no cerne das minhas formas,
na extensão dos meus arrepios,
cobrindo-me a derme com expressões tuas,
desejosas do meu discurso amoroso,
discípulo do teu texto em mim esculpido....
Explora esse poema, em toda a extensão da minha substância,
escrito pela tua mão, navegante da tua fantasia,
onde se leem amor, paixão e desejo
no vernáculo secreto dos teus enigmas
grafados a fogo na matéria viva do meu corpo...
© Gracinda Ferreira

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