sábado, 19 de novembro de 2022

HOUVE UM TEMPO



Houve um tempo em que a minha janela se abria para um telhado e, por sobre ele, eu avistava um caquizeiro frondoso. Erguia-se ele diante da linha do horizonte, na qual o sol amarelava e avermelhava o céu, quando ia se deitar, e a noite vinha cobrir-lhe o sono com o seu manto estrelado. Houve esse tempo num tempo que houve.

 

© Gracinda Ferreira


 

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