Dói-me no peito
essa dor tamanha
da indiferença,
do silêncio
Dói-me saber
que arrancaste de mim
o que permanecia segredo
e para quê?
Dói-me ler
o que declaras a outrem
e interpretar a mim
tua não-resposta.
Dói-me
e de tanto doer
já quase não sinto,
já quase não morro.
© Gracinda Ferreira

Nenhum comentário:
Postar um comentário