Enlaçada ao teu pescoço,
eu agarrava o norte da tua boca
e pelos faróis dos teus olhos
me guiava até o paraíso do teu
beijo.
Mergulhava nas águas calmas dos
teus pensamentos,
indo ao destino próximo dos teus
abraços,
para emergir plena e soberana
nas carícias tuas sob uma lua
morna.
Procurava na tua voz sussurrante
a suave melodia de um súbito desejo
entoado como cânone celestial
para o amor supremo nessa noite
nossa.
Ia, como peregrina penitente,
ao encontro do teu ser,
paragem bendita dos prazeres meus
onde o corpo repousa e a alma
adormece.
© Gracinda Ferreira

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