Não rias dos meus versos,
neles está o amor que nutro por ti,
tão verdadeiro que se derrama por
entre meus dedos
a cada vez que escrevo
na página em branco sempre à minha
espera.
Não há outra maneira de
extravasá-lo,
que transborda em tempos de agora
e dele preciso
para continuar erguendo-me todas as
manhãs.
Sinto-me, por vezes, uma tola
pelo tanto que escrevo
e digo sempre a ti as mesmas
coisas...
Mas, o amor deve ser nutrido
de palavras leves e no eu te amo
sempre que escapar pela boca
por onde vai o que se abriga no
coração.
© Gracinda Ferreira

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