Se
o que o senso comum divulga de que borboletas são sinal de sorte, penso que sou
uma pessoa afortunada. Hoje, pela manhã, descobri uma no banheiro, segunda que
me visita nestes dias. Enorme, preta, esvoaçante, não conseguia atinar com a
saída. Com uma pequena ajuda minha, ela pegou o seu rumo e se foi. Lembrei-me,
então, do episódio da "borboleta preta", em Memórias Póstumas de Brás
Cubas, de Machado de Assis, e fui reler o capítulo. Penso que, para mim, muito
mais do que sorte, eu desejaria, tal qual a borboleta machadiana, ter nascido
"azul"!
© Gracinda Ferreira
© Gracinda Ferreira

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