És
minha aventura constante
sempre que fecho os olhos
e me vejo percorrendo o teu mundo,
como de mochila nas costas,
para explorar os vales
e os mais recônditos lugares do teu corpo.
Coloco-me
em teu mar aberto,
sentindo a carícia violenta do teu beijo,
que me impulsiona em direção ao desconhecido,
àquelas paragens de ti que minhas mãos buscam,
deitados sob o mesmo céu, tu e eu.
Aventura
em ti,
nesse corpo que me faz ler palavras perdidas,
no deleite do desejo que me queima o coração
e me esbraseia todo o ser.
Aventura
de estares em mim
como se fôssemos um só,
de sorver o teu cheiro,
a tua pele, o teu sabor
e, ainda assim, não perder o ar.
Aventura
de te possuir, de te sentir,
de querer teus braços me apertando,
tua boca me procurando,
buscando em mim o saciar da tua vontade ...
Aventura
das tuas mãos percorrendo meus vales,
minhas montanhas, meu norte, meu sul,
velejando pelos meus rios em sonhos diários,
em instantes tão reais !
Aventura
de te ver, de te beijar, de te acariciar,
de desarrumar teus cabelos,
de encontrar tuas costas por debaixo da camisa ...
Aventura
de tudo o que sinto
no desdobramento do teu intenso olhar
a me procurar, como se não houvesse distância a transpor.
Aventura
de ti em mim, pois és a continuação da carne,
quando me vejo toda em ti e tu, todo em mim ...
Não há léguas, não há o que nos separe os desejos,
as procuras, as carícias, os sussurros, os gemidos ...
Pois
és, para mim, a mais sublime das aventuras...
©
Gracinda Ferreira
sempre que fecho os olhos
e me vejo percorrendo o teu mundo,
como de mochila nas costas,
para explorar os vales
e os mais recônditos lugares do teu corpo.
sentindo a carícia violenta do teu beijo,
que me impulsiona em direção ao desconhecido,
àquelas paragens de ti que minhas mãos buscam,
deitados sob o mesmo céu, tu e eu.
nesse corpo que me faz ler palavras perdidas,
no deleite do desejo que me queima o coração
e me esbraseia todo o ser.
como se fôssemos um só,
de sorver o teu cheiro,
a tua pele, o teu sabor
e, ainda assim, não perder o ar.
de querer teus braços me apertando,
tua boca me procurando,
buscando em mim o saciar da tua vontade ...
minhas montanhas, meu norte, meu sul,
velejando pelos meus rios em sonhos diários,
em instantes tão reais !
de desarrumar teus cabelos,
de encontrar tuas costas por debaixo da camisa ...
no desdobramento do teu intenso olhar
a me procurar, como se não houvesse distância a transpor.
quando me vejo toda em ti e tu, todo em mim ...
Não há léguas, não há o que nos separe os desejos,
as procuras, as carícias, os sussurros, os gemidos ...

Nenhum comentário:
Postar um comentário